JORNAL TOCANTINS

Tocantins amplia isenção de IPVA e impulsiona alívio para donos de veículos antigos

 

O Governo do Tocantins adotou uma medida que promete trazer alívio ao bolso de milhares de proprietários de veículos no estado. A nova regra prevê isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para automóveis com mais de 20 anos de fabricação, uma ampliação importante do benefício que, até então, atendia apenas carros com 25 anos ou mais. A iniciativa altera o cenário tributário estadual e pode beneficiar um número significativo de motoristas, colecionadores, profissionais autônomos e famílias que dependem de veículos antigos para sua rotina.

A medida foi anunciada como uma forma de estimular a economia local, reduzir a carga tributária sobre proprietários de carros mais antigos e valorizar um mercado que representa tradição e uso utilitário em diversas regiões do estado. No Tocantins, onde grande parte da população depende de veículos para deslocamento nas áreas urbanas e rurais, a redução ou eliminação da cobrança de IPVA para veículos com mais de duas décadas de uso é vista como uma vitória por muitos.

A decisão atendeu a demandas de proprietários que, nos últimos anos, vinham lutando pela revisão do critério de idade dos veículos elegíveis à isenção. Para os defensores da mudança, o percentual de IPVA cobrado sobre carros antigos muitas vezes se torna um peso financeiro desproporcional, uma vez que esses veículos já apresentam desvalorização de mercado e demandam manutenção constante.

O novo critério altera a dinâmica de arrecadação do imposto no estado, mas é comemorado por motoristas que agora terão direito à isenção mais cedo. Estima-se que a medida alcance milhares de proprietários, sobretudo em municípios do interior, onde a presença de veículos com mais de 20 anos é mais comum. Moradores dessas áreas destacam que o benefício representa uma economia importante no orçamento familiar, além de reconhecer o papel social desses automóveis, muitas vezes utilizados para atividades profissionais, transporte escolar, serviços rurais e comércio ambulante.

Entre os segmentos que mais pressionaram pela mudança estão colecionadores de veículos clássicos e antigos. Para esse grupo, a isenção antecipada significa não apenas redução de custos, mas também valorização cultural e preservação de um patrimônio automotivo que carrega história e identidade.

Autoridades estaduais enfatizam que a medida não desconsidera a necessidade de equilíbrio fiscal, mas representa um esforço para ajustar a política tributária à realidade dos cidadãos tocantinenses. A expectativa do governo é que a isenção estimule também a regularização de veículos que estavam sem licenciamento por conta do custo do imposto, garantindo maior segurança nas ruas e conformidade com as leis de trânsito.

Especialistas em finanças públicas consultados por esta reportagem destacam que a mudança pode ter efeito moderado nas contas do estado, mas apontam que a tendência é compensar a redução de arrecadação com o estímulo à circulação de veículos e à formalização de automóveis que, até então, transitavam sem regularização fiscal.

A isenção para veículos com mais de 20 anos já passou a valer, e proprietários interessados em aderir ao benefício precisam observar as regras estabelecidas pelo departamento de trânsito estadual. Além de comprovar a idade do veículo, os motoristas devem estar com a documentação regular para solicitar a exclusão do IPVA.

Para milhares de tocantinenses, a nova regra representa mais do que uma simples redução de imposto: é um respiro financeiro em um momento em que o aumento de custos de manutenção veicular e combustíveis desafia o orçamento das famílias. A medida também reforça o papel do poder público em ajustar políticas fiscais de forma sensível às necessidades da população, reconhecendo a importância do veículo na mobilidade diária do cidadão.

Com a ampliação da isenção, o Tocantins se junta a outros estados brasileiros que revisaram suas políticas de IPVA para veículos antigos, apostando em um modelo que visa justiça fiscal, estímulo à regularização e valorização de um segmento tradicional da cultura automotiva. A mudança já é sentida nas ruas, nas conversas entre motoristas e nas expectativas de quem agora vê no benefício uma economia concreta a ser incorporada no planejamento familiar e profissional.